CORAIS NEGROS

Corais Negros

Corais Negros

Corais Negros



Os corais negros ocorrem no Mediterrâneo e na costa do Panamá, pertencem à ordem dos antipatários, hexacorais (subclasse: Hexacorallia; ordem: Antipatharia). São apenas parecidos com Gorgônias, porém as Gorgônias apresentam oito tentáculos enquanto os corais negros apresentam apenas seis.
Corais negros são geralmente considerados organismos de crescimento lento, com expectativa de vida longa e idade mais avançada de maturidade.Eles exibem morfologia diversificada: As colônias podem ser escassas ou densamente ramificadas ou espessas, com ramos de diferentes comprimentos, dispostos de maneira irregular ou com simetria bilateral.

Não há registros da literatura sobre corais negros nos recifes da Bahia, mas já foram coletadas espécies e estão sendo estudadas. Sabe-se, porém que estes corais estão espalhados nos oceanos de todo o mundo.

Os corais negros apresentam-se de diversos formatos; de pluma, árvore, pincel ou leque, sempre com formatos espiralados, porém seus pólipos têm seis tentáculos. Podem medir apenas alguns centímetros enquanto outros são medidos em metros.

Os corais negros são chamados assim por possuírem um esqueleto proteico rígido, de cor negra ou castanha escura. Seu esqueleto é revestido por pequenos espinhos, característico dos corais negros, por esta razão também são chamados de corais espinhosos. Sua base fica fixa no substrato ou rocha.

Estes espinhos são pontos de descontinuidade de fibras, aumentam a resistência do esqueleto para que suportem grandes correntezas.

A cor do esqueleto varia de preto nas partes mais grossas para amarelo dourado na ponta colônia.

Somente o esqueleto é de cor bem escura, mas seus pólipos apresentam diversas cores, tais como: vermelho, amarelo, laranja, verde, marrom, etc., somente alguns apresentam a cor preta no seu exterior.

Corais negros também têm pólipos não retráteis, o que pode ser usado como um critério taxonômico, no entanto, técnicas modernas estão sendo executadas para melhor compreensão das espécies destes corais, incluindo análises moleculares, genéticas, DNA entre outros estudos.

Como todos os cnidários, corais negros têm células urticantes e seus tentáculos podem se estender até dez vezes seu comprimento normal, são para defender seu território de intrusos e na captura de presas.

As colônias de corais negros ficam separadas por sexo, pois geralmente uma colônia inteira possui elementos do mesmo sexo, mas não há como saber o sexo apenas pelo olhar, pois não possuem diferenças morfológicas externas. Há também colônias hermafroditas, porém mais raras. Não se reproduzem por fragmentação.

A reprodução assexuada desempenha significante importância na reprodução de corais negros, mas por brotamento é a estratégia mais comum.

Os corais negros também habitam em águas rasas, porém recentemente foram encontrados em águas profundas, em alto mar no Hawaii, que datam cerca de 4000 anos. Os corais negros são um dos mais antigos organismos marinhos já conhecidos.

Já no Golfo de Lamezia, na Calábria (sul da Itália), cientistas italianos descobriram cinco colônias de um raríssimo coral negro. Este coral foi avistado pela última vez há mais de 60 anos. O coral encontrado por volta de 150 metros de profundidade é o Coral Antipathes Dichotoma.

Os pesquisadores usaram um robô submarino, controlado na superfície, as colônias encontradas estavam fixadas num paredão e no fundo rochoso onde um rico ecossistema prevalece. Pesquisadores ainda investigam a região para descobrir mais sobre os corais negros, saúde das colônias por exemplo.

Nesta mesma pesquisa, antes de encontrar os corais citados, o robô também localizou uma colônia de corais negros com aproximadamente 30 mil indivíduos, também classificado como raro, o coral Antipathes subpinnata, que chegam a atingir 1 metro de altura. Esta enorme colônia estava fixa entre 50 à 100 metros de profundidade, na costa da cidade de Scilla, na ponta da Calábria.

Para evitar a predação das espécies, inclusive por comerciantes de corais para aquário, os cientistas não divulgaram as coordenadas de localização. Então esqueça de ter corais negros no aquário, já notou que eles são raríssimos na natureza, mas caso você consiga algum a dica que peguei na internet é que precisam de correnteza média, de modo que o alimento chegue aos pólipos e luz forte direcionado para o azul, porém não há dados concretos que estes corais se beneficiam da fotossíntese. Alimentá-los com zooplâncton e fitoplâncton várias vezes ao dia, preferencialmente por dispersão na água, pois estes corais se alimentam tanto durante o dia como na noite.

Eles se alimentam de zooplâncton nos oceanos, inclusive Copépodes já foram encontrados na cavidade digestiva de corais negros Antiphathes em águas rasas.

Também há colônias de corais negros em águas profundas e frias, visto na Nova Zelândia e na zona costeira da Colômbia, estes corais ficam em águas ricas em nutrientes, baixa intensidade de luz, pouca agitação da água e competição limitada. Com esta descoberta notamos que os corais negros podem habitar áreas onde muitos outros corais não suportariam. Isto mostra que os corais negros prosperam em águas profundas, onde não há concorrência com corais duros.

Não sei informar se é fácil encontrar corais negros em lojas de aquarismo, porque na minha região não tem. De qualquer forma uma cultura sustentável de corais negros acarretaria importante papel para a conservação deste coral e aquaristas conscientes poderiam estudá-los profundamente trazendo mais informações sobre eles, para que no futuro se torne fácil seu cultivo, consequentemente sua proliferação em cativeiro e conservação da espécie.

Há alguns anos, uma rica comunidade antipatharian no Parque Marinho de Bunaken (Norte de Sulawesi, na Indonésia) foi descoberto, contando cerca de quarenta espécies. Esta descoberta permitiu que novas pesquisas a serem realizadas, lançando nova luz sobre vários aspectos biológicos e ecológicos de corais negros, como a riqueza de espécies, preferências de habitat, os intervalos de profundidade específicos, associações simbióticas, comportamentos alimentares, estratégias reprodutivas, as taxas de crescimento e relações filogenéticas. Corais negros parecem ser espécies-chave, essenciais para a manutenção de níveis elevados de biodiversidade dos recifes de coral.

As espécies e seus meios de sobrevivência dependem muito do habitat (região) em que se encontram, podem variar de um oceano para outro, isto é meu parecer pelo que li e pelo que consta neste artigo que fiz baseado em relatos que colhi da própria internet, visto que não encontrei nada nos livros que possuo. Se você tem algo à acrescentar sobre Corais Negros é só “comentar”.

Notícia de Maio 2011: Pescadores aniquilaram uma barreira de coral de mais de 7.000 hectares ao sul das Filipinas. Na atividade insana e cruel, arrancaram mais de 21.000 corais negros e mataram 161 tartarugas protegidas, além de outras espécies marinhas, de acordo com a imprensa local.

CURIOSIDADE: Corais negros se transformam em peças caríssimas nas mãos de artesões, as jóias podem levar até um mês e meio para ficarem prontos e chegam a custar milhares de dólares. Por isto são chamados de corais-semi-preciosos.

Em tempos antigos os corais negros eram usados como amuleto contra bruxaria.
Em livros muito antigos estes corais eram tidos como plantas.



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