CORAIS PÉTREOS

Corais Pétreos

Corais Pétreos

O que são Corais Pétreos


Pétreo significa Duro, Firme, de Pedra, Forte, etc. Daí o nome Corais Pétreos.Estes corais apresentam esqueleto interno ou externo de consistência pétrea, córnea ou coriácea.

Os corais pétreos, também chamados de corais-brancos,  pertencem à ordem dos madreporários.

Os corais pétreos (Ordem Scleractinia) possuem esqueleto calcário, secretado por células da base do pólipo. A base dos pólipos apresenta uma série de lâminas calcárias chamadas septos. Todos os pólipos possuem células urticantes em seus tentáculos.

É importante saber que Coral é um nome comum, uma generalização, que é usado para diferentes tipos de Cnidários ou filo dos Celenterados, da classe dos antozoários, que é um grupo de animais marinhos, também fazem parte deste grupo as águas-vivas, anêmonas e as caravelas.

No filo cnidário existem praticamente dois tipos morfológicos de indivíduos: as medusas, que nadam livremente e os pólipos, que são sésseis e podem formar colônias, são os corais, e as caravelas que são colônias flutuantes.

A palavra celenterado deriva do grego Koilos, que significa “compartimento”, “cavidade”, e entheron, que diz respeito a “intestino”. A palavra cnidário deriva do grego knidos e significa “urticante”, “que queima”.

No Brasil temos 18 espécies de corais pétreos ou verdadeiros, são os que formam recifes. Em outra matéria sobre corais vimos que corais preferem águas rasas, como é o caso destas 18 espécies, porém temos ainda 60 espécies que ficam no mar profundo.

Fazem parte dos corais pétreos cerca de 200 espécies, são os corais que chamamos de SPS (o principal), que são as acroporas, montiporas, etc. Assim como a maioria dos corais, os pétreos também abrigam as micro algas zooxantelas (veja matéria neste site).

No Brasil, o arquipélago de Abrolhos é onde se encontra o maior e mais lindo recife de corais, é um patrimônio biológico, fica a 72 quilômetros da costa de Caravelas, no extremo Sul da Bahia. Lá também as baleias Jubartes se reproduzem, indispensável à conservação e equilíbrio do ecossistema marinho mundial. Infelizmente por decisão da 7ª Vara da Justiça Federal em Brasília anula a portaria 39/2006 do Ibama, que estabelece a Zona de Amortecimento do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, a maior área de diversidade marinha do Atlântico Sul, ou seja, com a anulação, fica permitido na região qualquer atividade de exploração de petróleo ou gás natural, além da pesca e o desenvolvimento de empreendimentos em carcinicultura. Os ambientalistas temem por algum acidente.

Nos recifes de corais também habitam uma grande variedade de peixes, pois lá encontram comida diversificada, proteção contra predadores, local ideal para desova e para o crescimento dos alevinos.

Os Corais Pétreos ou verdadeiros são os Madreporários, retém o cálcio da água para formarem um único esqueleto calcário (carbonato de cálcio). São compostos por uma colônia de pólipos, cada pólipo com sua abertura, porém interligados na base calcária que fica permanentemente crescendo com o passar dos anos, e assim irão formando os recifes de coral, lentamente ano após ano, até formarem barreiras e ilhas de corais. Estas barreiras e ilhas de corais apresentam um ecossistema complexo, cheio de organismos simbiontes, conchas, algas coralíneas (e outras), crustáceos, espículas de esponjas, enfim é um mundo cheio de vida onde espécies são descobertas a cada dia (praticamente), porém lentamente, um coral nasce em cima do exoesqueleto daquele que já morreu, pode levar de 100 a 4 mil anos para que um coral complete sua formação, razão pela qual a preservação do ambiente é fundamental, este contínuo processo de formação é extremamente sensível.

A formação e crescimento de recifes começam com a fixação de larvas planctônicas em substratos duros, como bordas submersas de ilhas e até mesmo ao longo de continentes, dando início à formação de colônias. Após a fixação da larva e sua metamorfose em pólipos, estes últimos secretam um exoesqueleto de carbonato de cálcio, que irá formar a estrutura do recife. O crescimento e expansão da estrutura do recife, forma a chamada franja de coral, que se constitui no primeiro passo para a formação de atóis.

RECIFES EM FRANJA: são os mais comuns e mais simples tipos de recifes. Desenvolvem-se ao longo da linha de costa onde existe substrato duro para o assentamento das primeiras larvas colonizadoras de corais.

RECIFES BARREIRAS: são estruturas que ficam mais afastadas da linha de costa.

RECIFES EM FORMA DE ATÓIS: são anéis que circundam lagoas centrais rasas, a maior parte dos atóis está no Oeste do Indo-Pacífico. No Brasil, o Atol das Rocas, (Natal-RN), é o único recife desse tipo, formado por um anel semicircular com 7,2 km² de área.

Simplificando, os recifes de corais começam seu ciclo a partir da praia, estendendo-se mar adentro. Nesse estágio, são chamados de franjas, mas com a erosão a praia vai se afastando do recife, um canal é formado entre eles, daí já não é mais franja e sim barreira. A erosão ou outros fatores poderá fazer uma ilha desaparecer e ficará apenas um anel de recife que estava em volta dela, neste caso chamamos de atol.

CURIOSIDADE: A Reserva Biológica do Atol das Rocas foi a primeira unidade de conservação marinha criada no Brasil, em 1979. Situa-se a 144 milhas náuticas de Natal/RN e a 80 milhas náuticas do arquipélago de Fernando de Noronha.



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2 comentários sobre “CORAIS PÉTREOS

  1. Olá, procuro ajuda para restaurar corais destruídos na costa do litoral piauiense. Estou iniciando meus estudos e qualquer contribuição será bem vinda. Pretendo descobrir quais os tipos de corais que melhor se adequariam para um cultivo em mar aberto. A unica intenção é a revitalização da vida marinha na costa onde vivemos.
    Precisamos de dados como nome dos corais, profundidades para melhor proliferação, como identificar se na região existe nutrientes suficientes, luminosidade, entre outras dicas que desconhecemos.
    agradeço desde já a atenção dispensada.
    Bruno Napoleão

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