FOSFATOS

Fosfatos

Fosfatos

COMO ELIMINAR FOSFATOS



Na Grande Barreira de Corais da Austrália os níveis de fosfatos são inferiores a 0,03 ppm.

O fósforo é essencial para vida, inclusive para quem não tem peixes no aquário, somente corais, é necessário a introdução deste elemento, haja visto que os corais absorvem o fósforo através de seus tecidos para o crescimento, então faz-se necessário colocar comida, mesmo que não haja peixe.

O fósforo também é consumido por algas, bactérias, peixes, corais, invertebrados, etc.

O nível de fosfato pode variar de um oceano para outro, e também com a profundidade. Nas águas superficiais não apresentam fosfato devido as ações das bactérias aeróbicas que as consomem.

Fosfato é um ânion (íon com carga negativa) consistindo de um átomo de fósforo e quatro de oxigênio (PO4-3). Um átomo de fosfato tem três terminações, para se unir a cátions (íons de carga positiva) e constituir um átomo estável (sem carga). Devido sua estrutura se liga facilmente a outros elementos na água. Estes íons negativos de fosfato são atraídos pelos íons positivos do cálcio, bicarbonato e carbonato de cálcio e magnésio.

Vou tratar o assunto para um aquário já estabilizado, que já passou pelo ciclo do nitrogênio.

No aquário marinho o excesso de fosfatos pode causar a morte de corais, explosão de algas indesejáveis e queda na reserva alcalina. Os fosfatos são introduzidos no aquário principalmente através da comida de peixes e corais.

Cada tipo ou marca de comida tem seu respectivo nível de fosfato. Provavelmente você não vai medir os níveis de fosfato de todas as comidas disponíveis no mercado, então continue a leitura.

Os primeiros sintomas por fosfatos nos corais é a perda da coloração, os corais SPS, LPS e algas calcárias param de crescer. As algas fotossintéticas cada vez mais vigorosas.

Estou citando a comida como principal fonte de fosfatos levando em consideração que sua água de reposição esteja com os níveis zerados, e que o carvão ativado que você está usando não esteja soltando fosfatos na água.

Todos nutrientes tem fosfatos, portanto fazer uma comida sem fosfato é praticamente impossível.

Normalmente os testes de fosfatos vendidos em lojas de aquarismo não detectam o fosfato quando esta ligada a outras moléculas, somente detecta o fosfato em sua forma pura, na coluna d’água, tornando difícil sua detecção nestas condições, como no caso citado acima, que fica fixado ao conjunto calcário. Portanto, um substrato calcário ou rochas poderá ser um depósito “oculto” de fosfatos.

Este fosfato fixado ao conjunto calcário é liberado na água em sua forma pura quando ocorre uma queda no PH, porque o gás carbônico gerado com a queda fará a dissociação dos carbonatos e bicarbonatos, liberando o fosfato. Não havendo queda no PH o fosfato ficará lá, inerte, intacto.

O fósforo, que compõe o fosfato, esta presente em todos os organismos vivos no planeta, esta presente no DNA. Na comida que você dá aos peixes e corais também há fósforo, algumas em maiores outras em menores quantidades.

Já sabemos que o fosfato entra no aquário através da comida, e mesmo sendo ela consumida pelos peixes e outros seres o fosfato é excretado, isto é, volta para água.

Então você me pergunta: Como eliminar fosfatos?

Manter o PH estável e alto, 8,4 ideal, para ocorrer a precipitação natural com fosfato, que se ligará ao carbonato de cálcio. Esta precipitação ficará grudada nas bombas, aquecedores, vidros, rochas e substrato. O fosfato se tornará parte desta precipitação de cálcio, porém ficará lá, inerte até que, porventura ocorra uma queda substancial no PH, que libertará este fosfato, ou por algum outro método que faça o carbonato de cálcio se dissolver, se isto acontecer será uma explosão de fosfatos. PH baixo inibe a precipitação do cálcio.

Também é necessário diminuir muito a entrada de fosfatos porque este método vai apenas guardar o fosfato, ficará escondido, os kits de testes não irão detectá-lo, poderá saturar o substrato tendo que removê-lo.

Filtragem, um bom Skimmer, carvão ativado, trocas parciais de água (TPAs) e que o biossistema do aquário esteja sempre ativo, bactérias aeróbicas e anaeróbicas sempre consumindo detritos e não alimentar em excesso, para haja a menor sobra possível. Lembrando que as bactérias também são removidas pelo Skimmer, então é necessário colocar uma fonte de carbono na água para que elas se reproduzam com maior velocidade, isto se faz acrescentando vodka, vinagre ou açúcar, mas cuidado com a dosagem, comece pelo mínimo. As bactérias se alimentam de carbono, dando-lhe energia, multiplicando-se e consumindo os fosfatos.

Para quem deseja colocar um refúgio, as microalgas ajudarão bastante à remover fosfatos. O refúgio apresenta melhores resultados, embora que a fonte de fosfatos deverá ser detectada, pois as microalgas tem um limite para absorção, um equilíbrio se faz necessário. Para fazer um refúgio o aquarista deverá levar em consideração o gasto em energia elétrica e o espaço que ocupará. Conforme o caso a multiplicação de bactérias seria a melhor opção.

Eu, particularmente, alimento meus peixes várias vezes ao dia, alimento meus corais, uso alimento por dispersão, portanto outros invertebrados também se beneficiam da comida, mas o sistema de filtragem, manta acrílica, carvão, etc., fazem o trabalho de remover o excesso, principalmente o Skimmer. Toda matéria orgânica que “sobra” deve ser exportada.

Não deixando esta matéria se acumular não haverá também a queda do PH, pois não haverá acidificação na água.

Se você não esta conseguindo filtrar sua água, e as algas já estiverem avançando, poderá como medida paliativa usar removedores de fosfatos à base de óxido de ferro, vendidos em lojas de aquarismo e fazer uma troca emergencial de água de até 70% no máximo (mesma densidade e temperatura). Muitos removedores de fosfatos utilizam óxido de alumínio, porém segundo relatos de aquaristas o melhor é o que contém óxido de ferro.

Na verdade, se você faz semanalmente trocas parciais (20%) tem um bom sistema de filtragem e parâmetros ideais constantes, será difícil o surgimento de níveis prejudiciais de fosfatos na água.

Se algas indesejáveis começaram a surgir rapidamente é porque o acumulo de matéria orgânica já vem acontecendo à algum tempo e os níveis de fosfato estão muito altos. Neste caso tome as medidas emergenciais acima e vá diminuindo as quantidades de TPAs até as algas sumirem. Neste estágio o fosfato leva um certo tempo para baixar, mesmo com TPAs mais frequentes, no entanto, chega um ponto em que cai drasticamente. Mas lembre-se de rever seu sistema de filtragem e se não há pontos sem circulação de água nas rochas onde os detritos poderão se acumular.

Espero ter ajudado com este resumo sobre fosfatos, se você tem algo a acrescentar basta comentar.



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