ICTIO MARINHO

Ictio Marinho

Ictio marinho

ICTIO MARINHO



Ictio marinho é uma doença que ataca os peixes, causado por um protozoário (ciliado) chamado Cryptocaryon irritans, que é um parasita intradérmico.Este protozoário foi identificado em várias partes do mundo de diferentes cepas. Seu ciclo de vida é complexo, com várias fases, que pode variar entre 1 a 11 semanas (em média 1 a 2 semanas), dependendo da estirpe, salinidade, temperatura, concentração de oxigênio dissolvido na água, imunidade, idade do peixe infectado e outros.

O peixe acometido deste parasita poderá morrer em poucos dias, o diagnóstico rápido e medidas para eliminar o Ictio devem ser feitos rapidamente para não contaminar outros habitantes do aquário marinho.

O Ictio, assim chamado é o parasita que fica hospedado no peixe, ele pode encontrar o peixe a noite, quando este esta descansando no substrato. O peixe com baixa imunidade será seu alvo. A qualidade da água é que deixa o peixe com seu sistema imunológico afetado.

Pesquisadores verificaram que peixes acometidos por Ictio e que sobreviveram ficam imunes, porém podem passar o parasita para outros peixes do aquário marinho. Os pontinhos brancos é uma reação do parasita na pele do peixe, a doença pode estar curada, mas não significa que ele não esteja com Ictio.

O diagnóstico é simples: O peixe apresenta pontinhos brancos, nódulos (ou manchas) sobre suas barbatanas, guelras ou pele. Também podo apresentar barbatanas danificadas, olhos tristes “apagados”, guelras pálidas soltando muco e alterações na cor da pele. Como são pontinhos brancos fica mais difícil à identificação em peixes de cor clara, então observar o peixe é o melhor diagnóstico, verifique se ele esta nadando de forma normal, se não fica esfregando seu corpo em rochas, se fica somente no substrato ou somente na superfície, esmorecido enfim, seu comportamento no geral. Em estado avançado pode haver hemorragias na pele, nadadeiras e guelras.

Um especialista no assunto poderá identificar este parasita através de um microscópio.

O tratamento é feito por parasiticidas vendidos em lojas de aquarismo, porém estes medicamentos geralmente contém Sulfato de cobre (ou sulfato de cobre penta-hidratado) que podem matar caracóis e outros seres da biota do aquário, a medição (Cobre) deve ser constante. Normalmente se usa um produto da Seachem para eliminar o Ictio, o Cupramine. A luz UV não consegue matar este parasita. Até o momento o tratamento químico parece ser a única solução, então requer muita atenção nas dosagens e periodicidade. Alguns aquaristas relatam sucesso com antibióticos. Imersão do peixe marinho infectado por Ictio em água com baixa salinidade por tempo máximo que o peixe aguentar tem bom efeito, mas também depende da estirpe do protozoário. Cada espécie de peixe tem tolerância diferenciada à baixa salinidade, alguns poucos minutos outros horas. O ideal é colocar o peixe em um novo aquário já ciclado e ir reduzindo a salinidade diariamente (5 a 10 gramas por litro), por um período de 20 a 30 dias, até atingir 1010 no densímetro ou 30 ppt., quando atingir estes níveis deixar o peixe lá apenas 1 semana, que será o suficiente para curar o Ictio e eliminar o parasita. Isto se chama tratamento em hiposalinidade, mas não deve ser feito com corais, somente para peixes.

Se não for possível um aquário já ciclado não se esqueça de fazer TPAs diários e acrescentar bactérias.

Uma opção é colocar o peixe em outro aquário (limpo) para aplicar o produto e deixá-lo em quarentena.

Também há relatos de sucesso do tratamento com antibióticos, como o Difosfato de Cloroquina, Quimicetina, Metronidazol (melhor), etc., vendidos em farmácias, mas requerem receita médica.

Nunca faça tratamento em hiposalinidade combinado com medicamentos.

Se você tem algum peixe com Ictio no seu aquário será necessário tratar toda água, inclusive o substrato, pois na coluna d’água terá este protozoário na sua forma de vida inicial. É, portanto aconselhável tirar todos os peixes e transferi-los para um novo aquário até que o tratamento químico seja terminado no aquário infectado por Ictio. Após o tratamento colocar carvão ativado para remoção dos medicamentos. Você só deve retornar os peixes ao aquário principal após um período de 2 meses, porque após este período cessou a reprodução do protozoário.

Se tudo estava bem no seu aquário marinho e de repente surgiu o Ictio, com certeza ele veio de carona de algum animal ou coral que você adquiriu recentemente. Compre corais, peixes, invertebrados, etc. em lojas confiáveis, que você sabe que os peixes foram submetidos à quarentena antes da venda.

Como o Ictio marinho ataca o peixe mais frágil, estressado, com imunidade baixa, uma comida de qualidade e ALHO se faz necessário para prevenção da doença, alguns aquaristas até dizem que cura o Ictio.

O alho contém alicina que é um antimicrobiano, inibe o desenvolvimento de parasitas, estimula o apetite, aumenta a imunidade e tem ótimo valor nutricional, portanto o alho amassado deve ser misturado à comida. A diversificação da comida também é importante, inclusive alimentos vivos, como artêmia. Alimentar os peixes umas 4 vezes ao dia, evitando sobras.

Não adianta curar o peixe infectado se o parasita Cryptocaryon irritans continuar na água, pois outros peixes serão afetados.

Nunca tive problemas com Ictio no meu aquário marinho, mas sei que é um problema grave, portanto, partes do texto acima eu tirei de vários relatos de aquaristas, sei também que existem remédios específicos para eliminar o Ictio marinho. Quanto ao alho não sei, nunca dei aos meus peixes, mas tudo indica que funciona mesmo, não para curar o Ictio, mas para dar mais imunidade ao peixe, só pelo fato de abrir o apetite ele vai comer mais, e com uma comida variada deve funcionar bem.



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