RECIFES DE CORAIS

Recifes de Corais

Recifes de Corais

RECIFES DE CORAIS – O que são?


Os Recifes de corais são formados por milhares de corais, de diversos tipos, tamanhos e cores, capazes de produzir esqueleto calcário, que em simbiose com as algas calcárias vão se fixando as rochas, aos esqueletos calcários de gerações anteriores, aonde vão se acumulando e formando os aglomerados chamados de recife.Uma das mais belas maravilhas da natureza encontra-se também no Mar Vermelho.São os Recifes de Corais. É um golfo do Oceano Índico entre a África e a Ásia. o Mar Vermelho, possui uma biodiversidade mais fascinante e exótica, num maravilhoso oásis de seres vivos e o recife de corais tropicais, que apresenta a maior densidade de corais por metro cúbico de todos os oceanos, sendo que muitas destas espécies só proliferam nesta região. Sua diversidade da fauna marinha e a biodiversidade única dos recifes de corais fazem do Mar Vermelho uma verdadeira fonte de pesquisas.

Ainda não se sabe ao certo a origem do nome “Mar Vermelho”, mas algumas hipóteses mais consistentes são: A proliferação de um tipo de algas ou bactérias de cor vermelha em alguns períodos do ano. Mineração de ferro e outros minérios ao redor do mar. A região ao redor é desértica e os ventos levam a poeira avermelhada para o mar. Porém, seja qual for o correto nota-se que a cor avermelhada vai sumindo quando se avança para o mar e as tonalidades azuis começam a aparecer, dando início para atividades de mergulho para estudo de espécies marinhas.

Os corais vivem em ecossistemas harmoniosos, são frágeis às mudanças, tornando-os vulneráveis às alterações ambientais. Os recifes de corais estão ameaçados pelos impactos do clima, o aquecimento global.

Principalmente no Mar Vermelho, o branqueamento dos corais causado pela acidificação da água, pelos ciclones e tempestades são alvos para um estudo profundo no intuito de proteger estes recifes.

Os corais do Mar Vermelho já estão em situações críticas, mas estudos estão sendo feitos, juntamente com a Grande Barreira de Corais, que ainda se encontram em perfeitas condições, a fim de comparar e estudar por que alguns corais são mais resistentes, um maior entendimento dos corais ajudará na proliferação da espécie.

Notou-se que os navios naufragados no Mar Vermelho tornaram-se recifes de corais “num ambiente artificial”, e estes podem representar uma solução para a proliferação dos corais, inclusive para corais raros.

Com estes recifes artificiais é possível o estudo do desenvolvimento dos corais, a velocidade de crescimento e seus diferentes estágios.

Estudos estão sendo feitos sobre este fenômeno, que poderá servir para implantação de “recifes artificiais”, visto que a semelhança entre o habitat natural e este são idênticos. Notou-se também que os corais moles se fixam mais facilmente nos mastros dos navios, formando belíssimos recifes verticais.

Curiosidade: Um aqueduto será construído por Israel e Jordânia para ligar o Mar Vermelho ao Mar Morto e assim impedir a falta d’água na região, pois as águas do Mar Morto estão cada vez mais escassas, não havendo interferência humana antes de 2050 secará por completo.

O projeto prevê a construção de um sistema que seja capaz de coletar 300 milhões de metros cúbicos de água por ano para evitar a seca completa do Mar Morto.

A construção dessa ligação entre os mares foi assinada pelos dois países que desde 2012 estão estudando o caso. O primeiro passo para essa decisão foi a assinatura de uma carta de intenções feita em dezembro de 2012 nos Estados Unidos e firmada entre representantes de Israel, Jordânia e a Autoridade Palestina.

Outro espetáculo da natureza é a Grande Barreira de Corais da Austrália, que se estende ao longo de 2.300 km das praias do norte e nordeste da Austrália e Papua-Nova Guiné, esta imensa área é composta por aproximadamente 2900 recifes de corais, 600 ilhas continentais e 300 atóis de coral e é a maior formação de recifes de corais do mundo, podendo ser vista, inclusive, do espaço.

A Grande Barreira de Corais abriga aproximadamente 1.500 espécies de peixes, 125 tipos diferentes de tubarões, 30 de baleias, 6 de tartarugas marinhas, mais de 15 espécies de ervas marinhas, 400 tipos de corais, 4 mil variedades de moluscos.

Foi eleita um dos patrimônios mundiais da Humanidade em 1981 e eleita pelo canal de TV americano CNN com uma das Sete maravilhas naturais do mundo. O estado australiano de Queensland, onde está localizada a barreira, a nomeou como um dos símbolos maiores desse estado.

É uma área protegida, embora ser um dos pontos turísticos mais belos do mundo. As cidades de Cairns e Port Douglas são conhecidos pontos turísticos, especialmente nas regiões das ilhas de Whitsunday. A maior parte da variedade de corais da região está no Recife Flynn próximo a Cairns.

Embora ser uma região protegida, limitando impactos com humanos, como a pesca e o turismo, infelizmente outros fatores põem em risco os corais: Escoamento superficial; despejo de sedimentos e pesticidas; acidificação do oceano; alterações climáticas e surtos na população de estrelas-do mar e coroa-de-espinhos, que se alimenta dos corais.

Num relatório da ONG WWF Australia e da Sociedade Australiana para a Conservação Marinha afirmou que os governos da Austrália e de Queensland estão falhando em proteger a Grande Barreira, o que poderá causar inclusão entre os Patrimônios Mundiais em Perigo.

A Grande Barreira de Coral, diminuiu para menos de metade nos últimos 27 anos.

Uma investigação, realizada por peritos do Instituto Australiano de Ciências Marinhas, assinala que a destruição dos corais foi causada em 48 % pelas fortes tempestades e em 42 % pela presença do coral coroa de espinhos.

Mas em 2015 após avaliação da UNESCO destacando a decadência na conservação dos recifes de corais esforços estão sendo feitos em prol da Grande Barreira, que pretende por tudo em ordem até o ano de 2050. O plano consiste em limpar as águas de suas bacias e acabar com as estrelas citadas que se alimentam de corais.

Mas pela importância financeira dos portos da região (desenvolvimento portuário) acredito que não haverá esforços suficientes para manter os corais, haja visto que a cada dia aumenta o tráfego de navios nesta região.

Curiosidades:

Calcula-se que os recifes de corais cubram cerca de 284300 km, com a região do Indo-Pacífico (Mar Vermelho, Oceano Índico, sudeste asiático e Oceano Pacífico) contribuindo com 91,9% do total, e os recifes do Oceano Atlântico e do Mar do Caribe contribuindo com apenas 7,6% do total.

O Recife Mesoamericano, a segunda maior aglomeração de recifes do mundo, com 965 quilômetros de extensão. Situado na América Central, ao longo do Mar do Caribe, o Recife Mesoamericano é o lar da maior quantidade e variedade de corais do hemisfério ocidental.

Como citado em outra página os corais se proliferam em águas tropicais pobres em nutrientes, porém estes recifes espetaculares suportam uma extraordinária biodiversidade. Milhares de colônias coloridas, de diversos formatos, todos vivem em perfeita harmonia graças a luminosidade forte e temperatura estável.

Fortes correntes oceânicas trazem os nutrientes necessários aos habitantes do recife. Cheios de esconderijos, os recifes constituem um refúgio ideal para uma imensa variedade de animais, cerca de 4 mil espécies em cada recife.

A Barreira de Corais de Belize (situado na costa nordeste da América Central) é a maior do Oceano Atlântico, a mais longa do Hemisfério Ocidental, sendo a segunda maior do mundo depois da Grande Barreira de Corais da Austrália.

Noventa por cento dos recifes ainda não foram explorados.

Setenta tipos de corais duros, 36 de corais moles e 500 tipos de peixes foram identificados na Rede de Reservas de Recifes da Barreira de Belize.

O Blue Hole (Grande Buraco Azul), em forma de círculo, patrimônio mundial, dentro da barreira de corais, localizado a 100 km mar adentro da Cidade de Belize, com mais de 2 Km de largura é visível do espaço. Captado por satélite da NASA em Março de 2009.

É uma caverna que se formou há milhares de anos, quando o nível do mar era mais baixo do que o atual. Esse circulo atinge 145 metros de profundidade.

Se você quer informações sobre diversos tipos de corais, faça uma pesquisa no site.



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